quarta-feira, 25 de abril de 2012

“A máquina de fazer espanhóis”





A propósito do 25 de Abril recomendo a leitura de um livro: “A máquina de fazer espanhóis”, de valter hugo mãe.

É a história de antónio silva, de oitenta anos, que se descobre de uma maneira dramática, insólita, irónica e divertida, no momento mais difícil da sua vida. Tudo se passa  no Lar da Feliz Idade, onde o acompanham o senhor pereira,  o silva da europa, o anísio franco e o Esteves sem metafísica (saído do poema Tabacaria, de Fernando Pessoa).
A máquina de fazer espanhóis é também um livro político porque afirma a qualidade humana, sempre imprevisível, e porque reconhecemos nele Portugal. O protagonista recorda o passado, vivido sob o peso da ditadura salazarista. O que ficou por fazer então, será feito agora, no lar, onde se tornou irreverente, irrequieto e contestatário, num esforço tão doloroso quanto ironicamente cómico, de repôr as coisas no seu lugar.

Em nome da liberdade, da pluralidade, da novidade e da qualidade, devemos ler. Ler bastante.

FC/25 de Abril de 2012 

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