A propósito do 25 de Abril recomendo a
leitura de um livro: “A máquina de fazer espanhóis”, de valter hugo mãe.
É a história de antónio silva, de
oitenta anos, que se descobre de uma maneira dramática, insólita, irónica e divertida, no momento mais difícil da sua vida.
Tudo se passa no Lar da Feliz Idade,
onde o acompanham o senhor pereira, o
silva da europa, o anísio franco e o Esteves sem metafísica (saído do poema Tabacaria, de Fernando
Pessoa).
A máquina de fazer espanhóis é também
um livro político porque afirma a qualidade humana, sempre imprevisível, e porque
reconhecemos nele Portugal. O protagonista recorda o passado, vivido sob o peso
da ditadura salazarista. O que ficou por fazer então, será feito agora, no lar,
onde se tornou irreverente, irrequieto e contestatário, num esforço tão doloroso quanto
ironicamente cómico, de repôr as coisas no seu lugar.
Em nome da liberdade, da pluralidade, da novidade e da
qualidade, devemos ler. Ler bastante.
FC/25 de Abril de 2012

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